JOSÉ RÉGIO

José Régio, pseudónimo de José Maria dos reis Pereira foi um escritor, poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, crítico, autor de diário, memoralista, epistológrafo e historiador de literatura português, para além de editor e director da influente revista literária Presença, desenhador, pintor e grande conhecedor e coleccionador de arte sacra e popular. Tem uma biblioteca e uma escola secundária com o seu nome em Vila do Conde assim como um museu e um agrupamento de escolas também com o seu nome em Portalegre.  a Foi em 1927 que José Régio começou a leccionar Português e Francês num liceu no Porto, até 1928, e a partir desse ano em Portalegre, onde ensinou grande parte da sua vida no então Liceu Nacional de Portalegre (atual Escola Secundária Mouzinho da Silveira) de 1929 a 1962, ano em que se aposentou do serviço docente. Manteve-se em Portalegre até 1966, quando regressou definitivamente a Vila do Conde. Durante o tempo que passou no Alentejo, e para apoiar as suas apetências de coleccionador, Régio desenvolveu um pequeno negócio de comércio e restauro de antiguidades, e empregou artífices por sua conta para recuperar as suas próprias peças e aquelas que vendia. Veio assim a reunir uma extensa e preciosa coleção de antiguidades e de arte sacra alentejanas que vendeu à Câmara Municipal de Portalegre em 1964, com a condição de esta comprar também o prédio da pensão onde vivera e de o transformar em casa-museu. Providenciou de igual modo para a sua casa de Vila do Conde e hoje em dia ambas as casas de Vila do Conde e de Portalegre são casas-museu onde se expõe um rico acervo de arte sacra e de arte popular, as duas predileções artísticas de Régio.

 

Nome: José Maria dos Reis Pereira

Arte: Escritor, Poeta

Feitos:

1970

  • Prémio Nacional de Poesia da Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT) por "Música Ligeira".

1963

  • Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores por "Há mais mundos"

1961

  • Prémio Diário de Notícias por "As monstruosidades vulgares"

 

 

Poesia

  • 1926 — Poemas de Deus e do Diabo
  • 1929 — Biografia
  • 1936 — As Encruzilhadas de Deus
  • 1941 — Fado
  • 1945 — Mas Deus é Grande
  • 1954 — A Chaga do Lado
  • 1961 — Filho do Homem
  • 1968 — Cântico Suspenso
  • 1970 — Música Ligeira: volume póstumo, org. Alberto  de Serpa (Prémio Nacional de Poesia 1970 da Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT).
  • 1971 — Colheita da Tarde: volume póstumo, org. Alberto de Serpa.

Ficção

  • 1934 — Jogo da cabra-cega
  • 1941 — Davam grandes passeios aos domingos
  • 1942 — O príncipe com orelhas de burro – História para crianças grandes – Romance
  • 1945 — A velha casa I - Uma gota de sangue
  • 1946 — Histórias de mulheres (inclui O vestido côr-de-fogo)
  • 1947 — A velha casa II - As raízes do futuro
  • 1955 — A velha casa III - Os avisos do destino
  • 1960 — A velha casa IV - As monstruosidades vulgares (Prémio Diário de Notícias em 1961)
  • 1962 — Há mais mundos (Grande Prémio de Novelística da SPE em 1963).
  • 1966 — A velha casa V - Vidas são vidas

Ensaio, Crítica, História da Literatura

  • 1925 — As correntes e as individualidades na moderna poesia portuguesa.
  • 1936 — Críticos e criticados
  • 1937 — António Botto e o amor
  • 1940 — Em torno da expressão artística
  • 1941 — Pequena história da moderna poesia portuguesa
  • 1964 — Ensaios de interpretação crítica
  • 1967 — Três ensaios sobre arte
  • 1977 — Páginas de doutrina e crítica da Presença (recolha póstuma).

Teatro

  • 1936 — Sonho de uma véspera de exame (estreia em 30.03.1936, no Teatro Portalegrense, em Portalegre, publicada em 1989).
  • 1940 — Jacob e o anjo (estreia em 31.12.1952, no Studio des Champs-Élysées, em Paris, encenação de Jacques Charpin); a publicação desta peça em Primeiro Volume de Teatro inclui ainda a 1.ª versão de 'Três máscaras').
  • 1940 — Sou um homem moral
  • 1947 — Benilde ou a virgem-mãe (estreia em 25.11.1947, no Teatro Nacional, em Lisboa, encenação de Amélia Rey-Colaço).
  • 1949 — El-Rei Sebastião (estreia em 19.10.1985, no Cine-Teatro Crisfal, em Portalegre, encenação de Carlos César).
  • 1953 — Jacob e o anjo (2.ª versão).
  • 1954 — A salvação do mundo (estreia em 28.04.1956, no Teatro da Casa da Comarca de Arganil, em Lisboa, encenação de Claude-Henry Frèches).
  • 1957 — Três peças em um acto: Três máscaras - 2.ª versão; O meu caso (escrito em 1950, estreia em 1963, no Liceu de Viseu, encenação de Osório Mateus); Mário ou Eu Próprio - O Outro (estreia em 17.05.1958, no Teatro Avenida, de Coimbra, encenação de Paulo Quintela).
  • 1967 — O judeu errante
  • 1984 — Três máscaras (ópera - estreia no Teatro de S. Carlos com música de Maria de Lourdes Martins).